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Memória de cálculo do PU: como o valor foi formado

Um PU sem explicação gera dúvida em quem paga, em quem recebe e em quem audita. Este artigo explica o que entra no cálculo, por que registrar cada etapa e por que o PU pela curva não é o mesmo que o preço de mercado.

Atualizado em · 3 min de leitura

Documentos financeiros, calculadora e notebook em uma mesa de análise
Neste artigo
  1. O que é o PU
  2. O que forma o cálculo
  3. Curva contratada e valor de mercado
  4. Por que a memória precisa ser reproduzível
  5. Checklist da memória de cálculo
  6. Como a DBEX ajuda a explicar o PU das suas emissões

O que é o PU

O preço unitário (PU) é o valor de uma unidade do instrumento em uma data. O que entra nele depende da regra de cada escritura e do critério usado.

Pelas condições contratadas, o cálculo costuma considerar o valor nominal — ou o valor nominal atualizado, quando há atualização monetária, como em instrumentos ligados ao IPCA — e os juros apropriados desde o último pagamento. Valor nominal atualizado e PU, portanto, não são sinônimos.

O que forma o cálculo

Uma memória de cálculo completa registra:

  • Parâmetros contratados: valor nominal, indexador, taxa ou spread
  • Datas: emissão, data de cálculo, início e fim de cada período
  • Índices usados, com as datas de divulgação e de referência
  • Eventos já ocorridos: juros pagos e amortizações
  • Regras de contagem de dias, defasagem e arredondamento da escritura

Curva contratada e valor de mercado

O PU pela curva reflete as condições da emissão: mostra quanto vale a obrigação segundo a taxa contratada. O valor de mercado usa taxas observadas ou de referência no mercado na data e pode ser maior ou menor que a curva.

A ANBIMA publica metodologias de precificação de debêntures e materiais sobre marcação a mercado que ajudam a entender essa diferença e a importância de critérios explícitos. Os dois valores respondem a perguntas diferentes: a curva serve ao acompanhamento contratual; o mercado, à avaliação a preços correntes.

Por que a memória precisa ser reproduzível

Com parâmetros, índices e etapas registrados, tesouraria, controladoria e auditoria conseguem refazer o cálculo e chegar ao mesmo resultado. Quando um índice ainda não foi divulgado, a memória deve indicar se foi usada projeção e qual.

Checklist da memória de cálculo

  • O critério está identificado: curva contratada ou mercado
  • Parâmetros conferem com a escritura
  • Índices têm data de referência e de divulgação
  • Juros pagos e amortizações estão considerados
  • Contagem de dias e arredondamento seguem a escritura
  • Projeções de índice estão sinalizadas

Como a DBEX ajuda a explicar o PU das suas emissões

A DBEX calcula o PU pelas condições cadastradas de cada instrumento, com indexadores e memória de cálculo que mostra parâmetros, índices e datas utilizados, para conferência pela sua equipe.

Na demonstração, confira os instrumentos, as modalidades de cálculo e os critérios de valorização aplicáveis à sua operação.

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Fontes de referência

Referências citadas para contextualizar conceitos.

Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento nem orientação jurídica, contábil ou tributária.

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